O que é o DIU
O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno dispositivo inserido dentro do útero como método contraceptivo de longa duração. É colocado pelo médico em consultório e pode permanecer em uso por um período prolongado, conforme o tipo escolhido e a orientação médica.
Tipos disponíveis
O DIU hormonal libera progestagênio (levonorgestrel) de forma local, no interior do útero. Existem duas concentrações diferentes disponíveis, cada uma com página própria: o dispositivo de 52 mg e o de 19,5 mg de levonorgestrel (comercializados, respectivamente, sob os nomes Mirena® e Kyleena®, citados aqui apenas como referência informativa, sem finalidade promocional). A escolha entre eles considera o perfil e as necessidades de cada paciente.
O DIU de cobre não contém hormônio e atua por outro mecanismo de ação contraceptiva. É uma opção para quem não pode ou não deseja usar métodos hormonais, sempre avaliada em consulta.
Como é a avaliação antes da colocação
Antes de indicar e colocar um DIU, a consulta costuma incluir conversa sobre histórico de saúde, ciclo menstrual, vida reprodutiva e eventuais contraindicações, além de exame ginecológico. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares para apoiar a decisão sobre qual dispositivo é mais adequado e o melhor momento para a colocação.
Como costuma ser o procedimento
A colocação do DIU costuma ser feita em consultório e leva, em geral, poucos minutos. O médico utiliza um espéculo vaginal para visualizar o colo do útero e, com um aplicador específico, posiciona o dispositivo dentro da cavidade uterina. O procedimento pode causar cólica durante e logo após a inserção — uma sensação que, para muitas pacientes, lembra uma cólica menstrual mais intensa e costuma diminuir nas horas seguintes. Não é possível garantir um procedimento sem qualquer desconforto; estratégias de manejo podem ser conversadas com o médico antes da colocação.
Cuidados e retorno
Após a colocação, é comum orientar a paciente a checar periodicamente os fios do DIU, geralmente pelo toque, para perceber se o dispositivo permanece bem posicionado. Um retorno ao consultório após algumas semanas costuma ser recomendado para reavaliação, e o médico pode indicar um ultrassom quando necessário para confirmar o posicionamento. A frequência de acompanhamento depois disso é definida caso a caso.
Febre, dor intensa e persistente ou sangramento muito aumentado em relação ao habitual não são esperados: diante de qualquer um desses sinais, procure atendimento médico imediatamente.

