Dra. Andrea Gazzinelli

DIU (Dispositivo Intrauterino)

O DIU (dispositivo intrauterino) é um método contraceptivo de longa duração, colocado dentro do útero em consultório. Existem duas famílias principais: o DIU hormonal, disponível em diferentes concentrações de levonorgestrel, e o DIU de cobre, sem hormônio. A escolha entre eles é feita em consulta, considerando histórico de saúde e objetivos de cada paciente. A colocação costuma levar poucos minutos e pode causar cólica, geralmente transitória. A avaliação prévia, a técnica de inserção e os cuidados após o procedimento são sempre individualizados e definidos pelo ginecologista responsável.

O que é o DIU

O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno dispositivo inserido dentro do útero como método contraceptivo de longa duração. É colocado pelo médico em consultório e pode permanecer em uso por um período prolongado, conforme o tipo escolhido e a orientação médica.

Tipos disponíveis

O DIU hormonal libera progestagênio (levonorgestrel) de forma local, no interior do útero. Existem duas concentrações diferentes disponíveis, cada uma com página própria: o dispositivo de 52 mg e o de 19,5 mg de levonorgestrel (comercializados, respectivamente, sob os nomes Mirena® e Kyleena®, citados aqui apenas como referência informativa, sem finalidade promocional). A escolha entre eles considera o perfil e as necessidades de cada paciente.

O DIU de cobre não contém hormônio e atua por outro mecanismo de ação contraceptiva. É uma opção para quem não pode ou não deseja usar métodos hormonais, sempre avaliada em consulta.

Como é a avaliação antes da colocação

Antes de indicar e colocar um DIU, a consulta costuma incluir conversa sobre histórico de saúde, ciclo menstrual, vida reprodutiva e eventuais contraindicações, além de exame ginecológico. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames complementares para apoiar a decisão sobre qual dispositivo é mais adequado e o melhor momento para a colocação.

Como costuma ser o procedimento

A colocação do DIU costuma ser feita em consultório e leva, em geral, poucos minutos. O médico utiliza um espéculo vaginal para visualizar o colo do útero e, com um aplicador específico, posiciona o dispositivo dentro da cavidade uterina. O procedimento pode causar cólica durante e logo após a inserção — uma sensação que, para muitas pacientes, lembra uma cólica menstrual mais intensa e costuma diminuir nas horas seguintes. Não é possível garantir um procedimento sem qualquer desconforto; estratégias de manejo podem ser conversadas com o médico antes da colocação.

Cuidados e retorno

Após a colocação, é comum orientar a paciente a checar periodicamente os fios do DIU, geralmente pelo toque, para perceber se o dispositivo permanece bem posicionado. Um retorno ao consultório após algumas semanas costuma ser recomendado para reavaliação, e o médico pode indicar um ultrassom quando necessário para confirmar o posicionamento. A frequência de acompanhamento depois disso é definida caso a caso.

Febre, dor intensa e persistente ou sangramento muito aumentado em relação ao habitual não são esperados: diante de qualquer um desses sinais, procure atendimento médico imediatamente.

Dúvidas frequentes

Qual a diferença entre o DIU hormonal e o DIU de cobre?

O DIU hormonal libera progestagênio (levonorgestrel) de forma local, em diferentes concentrações. O DIU de cobre não contém hormônio e atua por outro mecanismo. Cada um tem características próprias de indicação, efeitos esperados sobre o ciclo menstrual e prazo de uso, avaliados caso a caso em consulta.

O DIU pode ser usado por quem nunca teve filhos?

Pode ser considerado, mas a indicação do tipo e do momento da colocação é individualizada, avaliando anatomia, histórico de saúde e as prioridades da paciente. Essa decisão é sempre conversada em consulta.

É necessário fazer exames antes de colocar o DIU?

A avaliação prévia costuma incluir consulta clínica e exame ginecológico, podendo envolver exames complementares em alguns casos, conforme o histórico de cada paciente. O médico define quais etapas são necessárias antes da colocação.

A colocação do DIU dói?

É comum sentir cólica durante e logo após a inserção, com intensidade que varia bastante entre pessoas. Não é possível prometer um procedimento sem qualquer desconforto, mas estratégias de manejo podem ser conversadas com o médico antes da colocação.

Depois de colocado, o DIU exige acompanhamento?

Sim. Um retorno ao consultório após algumas semanas costuma ser recomendado para reavaliação, e a paciente é orientada sobre como checar os fios do dispositivo. A frequência de acompanhamento depois disso é definida caso a caso.

Referências

  1. 1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Dispositivo intrauterino: de onde viemos e onde chegamos. FEBRASGO; 2017. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/noticia/dispositivo-intrauterino-de-onde-viemos-e-onde-chegamos/
  2. 2. World Health Organization. Medical eligibility criteria for contraceptive use, 6th ed.. WHO; 2025. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240115583
Dra. Andrea Gazzinelli

Escrito pela equipe do site sob as diretrizes editoriais da Dra. Andrea Gazzinelli — Ginecologista, CRM-MG 54501 · RQE 33485. Conteúdo informativo em revisão médica final. Conheça a Dra. Andrea

Converse com a gente agora mesmo

Nossa equipe está de prontidão para lhe atender.

Fale conosco

Conteúdo informativo em revisão médica final · Dra. Andrea Gazzinelli — CRM-MG 54501 · RQE 33485