Dra. Andrea Gazzinelli

Colposcopia

A colposcopia é um exame que permite visualizar o colo do útero com ampliação, geralmente indicado após um resultado alterado no preventivo (Papanicolau). Não é um exame de rotina para todas as pacientes: costuma ser solicitado quando há necessidade de investigação adicional. Durante o procedimento, o médico pode aplicar soluções que destacam áreas suspeitas e, se necessário, coletar uma pequena amostra de tecido (biópsia) para análise. A conduta após o exame é sempre definida em consulta, conforme o resultado encontrado.

O que é a colposcopia

A colposcopia é um exame que utiliza um aparelho chamado colposcópio para visualizar o colo do útero, a vagina e a vulva com ampliação, permitindo identificar áreas com aspecto alterado que não são visíveis a olho nu. Não é um exame de rastreamento de rotina: costuma ser indicado em situações específicas, geralmente após alteração em outro exame.

Quando costuma ser indicada

A indicação mais comum de colposcopia é a investigação de um resultado alterado no preventivo (Papanicolau). Um resultado alterado não é diagnóstico de câncer — é um sinal de que uma avaliação mais detalhada do colo do útero pode ser útil. Outras situações, como sangramento após relação sexual ou lesão visível ao exame ginecológico, também podem levar à indicação do exame. A decisão sobre a necessidade e o momento da colposcopia é sempre feita em consulta.

Como é feito o exame

O procedimento é realizado em consultório, de forma semelhante a um exame ginecológico de rotina, com uso de um espéculo vaginal. O médico aplica soluções (como ácido acético e, por vezes, lugol) que ajudam a destacar áreas com aspecto alterado no colo do útero, observadas com ampliação pelo colposcópio. O exame costuma durar poucos minutos e pode causar desconforto leve, semelhante ao de uma coleta de preventivo.

Biópsia: quando pode ser necessária

Se alguma área com aspecto suspeito for identificada durante a colposcopia, o médico pode coletar uma pequena amostra de tecido — a biópsia — para análise em laboratório. Nem toda colposcopia resulta em biópsia: a indicação depende dos achados observados durante o exame. Quando realizada, a biópsia pode causar uma cólica leve e breve, e um pequeno sangramento nos dias seguintes é esperado.

Resultado e próximos passos

O resultado da colposcopia, com ou sem biópsia, orienta a conduta seguinte, que pode envolver acompanhamento, repetição de exames em intervalo definido ou tratamento — a conduta é definida em consulta, conforme o resultado. Não existe uma resposta única aplicável a todos os casos. Para entender o exame que costuma anteceder a colposcopia, veja também a página sobre o preventivo (Papanicolau).

Sinais como sangramento intenso, dor pélvica forte ou febre após o procedimento não são esperados: nesses casos, procure atendimento médico imediatamente.

Dúvidas frequentes

A colposcopia é dolorosa?

O exame costuma causar, no máximo, um desconforto leve, semelhante ao de uma coleta de preventivo, sem necessidade de anestesia. A sensibilidade varia de pessoa para pessoa.

Toda colposcopia termina em biópsia?

Não. A biópsia só é realizada quando o médico identifica, durante o exame, uma área com aspecto que justifique a coleta de tecido para análise. Muitas colposcopias não resultam em biópsia.

Posso fazer colposcopia durante a menstruação?

De forma geral, prefere-se evitar o exame durante o fluxo menstrual mais intenso, pois isso pode dificultar a visualização do colo do útero. A melhor data pode ser confirmada com a equipe no agendamento.

Quanto tempo leva para sair o resultado?

O prazo varia conforme o laboratório e se houve ou não coleta de biópsia. Achados observados diretamente durante o exame podem ser comentados na hora; o resultado da biópsia, quando realizada, depende de análise laboratorial e costuma levar alguns dias.

Referências

  1. 1. Instituto Nacional de Câncer. Colo do útero. INCA; 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/colo-do-utero
  2. 2. Instituto Nacional de Câncer. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. INCA; 2016. Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/diretrizes-brasileiras-para-o-rastreamento-do-cancer-do-colo-do-utero
Dra. Andrea Gazzinelli

Escrito pela equipe do site sob as diretrizes editoriais da Dra. Andrea Gazzinelli — Ginecologista, CRM-MG 54501 · RQE 33485. Conteúdo informativo em revisão médica final. Conheça a Dra. Andrea

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